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Não somos contra publicidade ruim.
Somos contra publicidade errada.
Pensando bem, somos contra publicidade ruim também.
Bom, as vezes nem a gente concorda. E você?
::despropaganda:: no orkut Bruno Motta, humorista Danilo Zero, cartunista |
Domingo
Tem muita coisa que eu não tolero, mas uma que com certeza chega ao Top 10 é o telemarketês, uma praga que invadiu a linguagem no país. E num recente comercial o SBT anuncia que "Celso Portiolli e Cesar Filho estarão apresentando o Ver pra Crer". Caramba, é uma coisa tão simples trocar o infinitivo pelo simples "vão apresentar", "apresentam" ou "apresentarão". O programa não parece ser grande coisa, mas a frase com certeza é pior. Fico imaginando o Celso e o Cesar dizendo: "Oi, nós vamos estar querendo dizer boa tarde, o programa Ver para Crer vai estar começando em instantes. Você vai estar assistindo a coisas que vão estar sendo incríveis. Não vá estar perdendo, senhor" Tá, a chamada é no SBT. Mas isso também não é desculpa. O cara que escreveu a chamada não fala português, não? Quinta-feira
Este blog não se explica. Mas a devido a grandes polêmicas em posts recentes, de um público novo que apareceu por aqui e pareceu não ter entendido bem a proposta, faz-se devido mais um... MOMENTO S.A.C.O *Serviço de Atendimento ao Consumidor Onerado Sem negritos e sem censura. É o seguinte: este é um blog de humor escrito por publicitários que se cansaram de "elogiar". A gente sabe que tem muita gente que tem bala na agulha, mas que na hora da criação mesmo, faz um grande espetáculo do nada. Felizmente, este ano, gente como o pessoal do "Pânico" (pode até ter passado da conta, mas...) mostrou que não é preciso tanto dinheiro ou currículo pra fazer bem feito. Não somos apenas contra publicidade errada, lembra? Somos contra publicidade ruim, sim senhor!!! Não adianta. Pisou na bola, a gente chuta! Pra fazer piada. Que seja a Coca Cola, ou o Washington Olivetto, não interessa. Quanto mais Rede Globo, melhor. Não estamos sendo "cri-cri". E também não é nosso dever "apontar soluções". Não ganhamos pra isso. É óbvio que em toda crítica digna está embutida uma solução, mesmo que implícita, por parte do (bom) crítico. Óbvio. Quem sabe criticar tem que saber solucionar, e mais ainda, ser criticado. Mas estamos aqui pela piada. Somos o Pânico, não o Jornal Nacional. Só que o leitor tem que entender a brincadeira. Nas palavras do poeta... "não sabe brincar, não brinca"! E a brincadeira aqui é essa. Uma campanha de 20 milhões não pode deixar a televisão ligada com a família na Alemanha. Ora, então o cactus da Coca Cola não pode abraçar o Balão, porque ele iria estourar, certo? Errado! Pode sim. Comercial institucional envolve uma coisa chamada "dramaturgia". Aliás, qualquer coisa que envolva uma história, por menor que seja, envolve "dramatugia". E não interessa que haja 30 segundos ou 256 capítulos pra se contar a história: o começo de qualquer dramaturgia é criar regras críveis para um universo. E essas regras tem que ser respeitadas. É nessa que o balão e o cactus podem se conhecer e serem amigos, que Avillan pode ser um reino anterior ao Brasil - mas que não dá pra começar uma história na revolução de 64 e querer que um menino de 10 torne-se o Dado Dolabella nos dias de hoje. É erro. Não interessa o ibope, o dinheiro, a desculpa "ser fantasia", não interessa... é errado! A novela Senhora do Destino pode ser campeã de audiência, mas o Aguinaldo Silva foi prepotente neste ponto, ele foi. Ninguém disse pra gente que além de uma loja de construção a Maria do Carmo tinha uma máquina do tempo. Era uma novela ruim. Aliás, não julguemos este ponto: era uma novela errada. E era mesmo. Não adianta querer inventar desculpa! A familia comprou os refrigerantes genéricos, ok - custaram 15 reais, vai saber o que esse povo bebe. Mas eles viajam pra Alemanha e deixam a TV ligada? "Ah, é porque senão não dá pra fazer a pegadinha". Azar o seu, redator. Então arranja outro jeito. A própria publicidade nos ensinou "há mil maneiras de preparar Neston". Então, meu filho... invente uma!!! Há outras formas de fazer a mesma pegadinha, lógico! E a TV pode continuar ligada. Desde que haja uma explicação plausível. Uma empregada, por exemplo. Sei lá. Eu não recebi pra escrever a campanha. Foi uma piada. Foi uma opinião. E quem não gosta... o que está fazendo aqui? Vá ler o Brainstorm 9!!! É isso! E ponto, e pronto! Sexta-feira
(Pra quem acompanha meu blog pessoal, sabe que foram duas semanas dificeis. Uma conjuntivite viral tornou-se uma faringo-laringite brava. Mas, de volta a boa forma, vamos a carga.) Todo mundo pode mudar de idéia, segundo o novo comercial da MasterCard que anuncia uma promoção do tipo "vá para a Copa com a gente". A coisa toda segue a velha idéia "televisão, tantos reais, sofá novo, tantos reais, mudar de idéia e ir para a Copa, não tem preço". É aí que que a propaganda tenta a pegadinha visual de mostrar a TV ligada nos jogos, e o sofá novo aos poucos se revela... vazio. E a família na Alemanha. Mas peraí, a televisão ficou ligada! Hmmmm. Se depender da conta de energia elétrica, essa viagem vai ser um pouco mais cara do que eles imaginaram,não? Eu entendo a fascinação brasileira pelo futebol (entendo mas não participo) mas será que é a qualquer preço? Faço a pergunta porque eu queria muito saber o que diabos é aquele propaganda das "Meias do Pinda", campanha é do Mercado Livre. Devia ser pra demonstrar que você acha de tudo no site. Mas, sinceramente, não dá pra acreditar que aquele suijeitinho de 36 anos, gerente industrial (descobri tudo no site) por causa de um parzinho vagabundo de meias ainda comprou máquina de lavar roupa nova, home theater, carro, casa... eu quero trabalhar nessa industria onde um gerente ganha uma fortuna por mês! E que olho de águia tem aquele amigo que, ao chegar à casa do Heitor (o nome do moço bobo que compra as meias é esse), nem pisa direito na calçada e lá de longe consegue ver apenas... AS MEIAS DO PINDA!!! Além de tudo, o comercial não é em português. Comercial dublado pra mim é o fim da picada. Significa que o Brasil não é um mercado interessante suficiente pra se produzir um comercial em português. Pro inferno com o Pinda, eu vou comprar é no Busca-Pé! |